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sexta-feira, 16 de março de 2007

Os Óculos das Emoções


Imagine você enxergar o mundo através das lentes dos óculos das emoções. O objeto “real” nos ajuda a enxergar melhor. Mas com lentes emocionais eles nem sempre se comportam assim. Pense que as lentes desses óculos imaginários estão repletas de emoções construtivas e destrutivas. Vamos nos ater às destrutivas.
Quando sua visão ultrapassa as lentes manchadas de emoções destrutivas, ela só interpretará os fatos e as coisas no mundo externo, de forma destrutiva. Consideremos agora, que uma das emoções destrutivas dessas lentes é o medo de ficar só. Ao nos relacionarmos com uma outra pessoa, a qual desejamos tê-la como companheira, sob a influência do medo de ficar só, sempre iremos achar que ela poderá nos deixar. Dessa forma, o medo fará com que tomemos atitudes no sentido de não perdê-la.
As pessoas procuram viver sempre muito próximas de seus companheiros, participando de suas vidas, procurando serem íntimas, ajudando-os de uma forma desenfreada e sempre lembrando que os ajuda e os servem. Esse mecanismo, de fazer e lembrar, é desencadeado pela pessoa, como proteção para não ser abandonada ou, como falamos acima, para não ficar só. Daí emana uma série de sentimentos que se somam a esse medo. O ciúme é um deles. Quantas vezes vemos propagar que é bom ter ciúme ou uma pitadinha dele. No entanto, o exercício desse sentimento, nada mais é, do que o fortalecimento do medo. Quando o alimentamos estamos manchando cada vez mais as lentes dos óculos das emoções.
Posso também citar outra manifestação comportamental derivada desse medo, a possessividade. Querer para si, com o fito de ser somente seu e acompanhá-lo pelo resto da vida, prometendo ser feliz para sempre, retrata a intenção emocional em evidência. Através das emoções destrutivas, que colocamos nas lentes, enxergamos e interpretamos o mundo. Por isso que, cada cabeça é um mundo.
Sendo assim, o que enxergamos, pensando ser um comportamento normal, deixa de sê-lo, quando percebemos que nossa real intenção está baseada nas emoções destrutivas, no intuito de nos protegermos das nossas fraquezas emocionais. Interpretar erroneamente as nossas emoções nos leva ao caminho do sofrimento.
Agora que imaginaram os óculos e suas lentes, tenham a correta visão. As lentes e suas sujeiras são as nossas mentes contaminadas pelas emoções destrutivas de raiva, ódio, ciúme, possessividade, medo, insegurança e por ai vai. Essas emoções já destruíram muitos relacionamentos. Vocês vão querer destruir os seus? Então limpe suas lentes ou, quero dizer, limpe suas mentes. Sou grato por esta oportunidade. Por Ricardo Bandeira.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Emoções Construtivas e Destrutivas


Antes de ler esta reflexão, leia "Como ser Feliz"...

Emoções construtivas e destrutivas, o que podemos falar delas?. Podemos chamar de construtivas as emoções que agregam, que se solidarizam, que compreendem, que têm empatia pelo outro e todas as que geram um ambiente de paz interior e exterior. As destrutivas são aquelas que se comportam ao inverso. Elas nos deixam amargos, solitários, egoístas, individualistas, vingativos, refletindo em nossos corpos na forma de doença e, no ambiente, em forma de violência.
Para vocês entenderem a devida importância de sabermos identificar essas emoções, que habitam nossas mentes e nos governam dia após dia, vou falar superficialmente das motivações e suas conseqüências. Como já expus no primeiro texto, “como ser feliz”, todos nós estamos condicionados pela convivência em sociedade a formatar pensamentos comuns como: casar, ter um companheiro, ter filhos, ter um bom emprego etc. Dessa forma, sabemos que muitos de nossos sonhos e objetivos são impostos incondicionalmente, sem ao menos pensarmos nas suas razões. Aí reside a grande parte das emoções negativas. Não que os objetivos sejam destrutivos, pelo contrário, mas as “intenções emocionais”, que geram os pensamentos, é que não é nada construtiva. Porque afirmo isso?. Pelo simples fato de que quando desejamos os objetivos pensamos apenas em nós mesmos. Queremos em primeiro lugar a nossa felicidade e, em segundo lugar, nossa felicidade. Muitos poderiam dizer: não, eu quero também a de meus pais, irmãos e amigos. Mas também são sentimentos egoístas porque restringe e segrega os demais seres humanos. Não pensamos no todo, não pensamos na humanidade. Quando exercitamos isso, jogamos esses sentimentos no Universo e eles retornam para nós, em forma de respostas destrutivas.
Pensamentos negativos atraem respostas negativas, em vários eventos do dia-a-dia, não de forma imediata, mas sim, retardada. Então, se você sente raiva, ódio, inveja, vingança em muitos momentos da sua vida, você simplesmente mandou uma mensagem para o Universo, de que você quer uma resposta igual. Quando os fatos acontecem às pessoas, elas tendem a se lamentar e por a culpa nos outros pelos seus infortúnios. No entanto, o grande criador dos resultados negativos foi você mesmo quem produziu, com seus pensamentos egoístas.
O pensamento gerado pelas emoções é tudo. Ele governa a nossa vida e dita o que irá acontecer. O pensamento é você mesmo. Ele é a sua mente. Colha o joio do trigo.
Portanto, para sermos felizes e prósperos temos que emanar para o Universo ou para a grande bolha energética, apenas pensamentos construtivos. Somente assim, vamos ter um retorno igual aos sentimentos emanados. Gere Amor, tenha Amor; gere Paz, tenha Paz, gere Solidariedade, tenha Solidariedade. No próximo tópico falarei sobre o vazio interior causado pelas emoções destrutivas e como somos arremessados ao mundo exterior na busca de "felicidade". Sou muito grato por esta oportunidade. Desejo a todos, pensamentos e realizações positivas. Por Ricardo Bandeira