quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Chagdud Tulku Rinpoche

Chagdud Tulku Rinpoche (Tromtar, Tibete, 12 de agosto 1930Três Coroas, 17 de novembro de 2002) foi um lama da escola Nyingma de Budismo Vajrayana tibetano, reconhecido como o décimo quarto renascimento do abade do mosteiro de Chagdud, o Chagdud Gonpa no Tibete e, possivelmente, um terton, isto é, um descobridor de tesouros da prática budista.
Em 1995 estabeleceu-se no Brasil, construindo um centro de budismo tibetano no município de Três Coroas, denominado Chagdud Khadro Ling, além de fundar outros centros e grupos de prática no país.

Fonte: wikipédia

sábado, 19 de julho de 2008

Templo Caminho do Meio - Viamão - RS



“Segundo a cosmologia budista, estamos vivendo uma era afortunada, na qual mil Budas surgirão em seqüência.[...]. Esses tempos são caracterizados pelo fato de que os ensinamentos de como ultrapassar o véu da ilusão que se apresenta diante de nossos olhos estão presentes e preservados[...]”...Lama Padma Samten



Arte Budista no Templo em Viamao - Tiffani Rezende



Lama Padma Samten, primeiro brasileiro a ser ordenado lama na linhagem Ningmapa, a mais antiga do Tibete, ou seja, um ser que é capaz de compreender a verdadeira natureza da mente e apresentá-la aos outros, através dos ensinamentos do Darma do Buda. Há dois mil e quinhentos anos atrás, Buda Sakiamuni teve o chão de terra da Índia como seu lar e o céu estrelado como seu templo. Atualmente, templos de concreto surgem como solo e teto sagrados, como locais de excelência, abençoados pela linhagem da qual fazem parte.Em Viamão, cidade vizinha da capital gaúcha, uma expressão física dos tempos afortunados já pode ser contemplada, pois um templo do Darma já foi erguido com o apoio, estímulo e esforço de todos os amigos e da sanga de Lama Samten.Neste momento, as cores vibrantes do budismo tibetano estão colorindo as paredes brancas do templo, que ficará matizado por uma característica própria, unindo os elementos tradicionais a uma concepção próxima da nossa cultura brasileira. Pela coordenação da paulista Tiffani H._Rezende, que estudou a pintura tibetana no Oriente, os traços das deidades e símbolos auspiciosos estarão se formando, contando ainda com a participação de muitos voluntários. A exemplo do Buda Sakiamuni que mendigou alimentos durante toda sua vida como um ser liberto, e com a motivação de preservar seus ensinamentos para destiná-los ao benefício de todos os seres, oferecemos, uma vez mais, a nossa “tigela” para ser preenchida pelo carinho e incentivo de todos os amigos para esta etapa de pintura e finalização do templo.Se você desejar auxiliar nesta etapa final da concretização do sonho do Templo do Caminho do Meio, disponibilizamos também os dados para depósito, clique aqui...http://www.caminhodomeio.org/cebb/templo.htm

sábado, 25 de agosto de 2007

Limpe sua mente: troque sentimentos egoístas por bondosos.

Muitos de nós procuramos ajudar as pessoas com o intuito de sermos recompensados de alguma forma. Essa recompensa reside em uma mente egoísta durante a prática de uma “ajuda”. É um sentimento negativo e prejudica a sensação de paz interior. Podemos citar muitos fatos relacionados a esse sentimento. Mas um deles fica bastante evidente, quando observamos um casal que se separa. Os reclames acerca do outro, sempre são enfatizados na não retribuição de “ajudas” durante o casamento.
Nesse caso, as pessoas se juntam interessadas em receber do outro, afeto, carinho, filhos, companheirismo, cumplicidade, solidariedade, segurança e muito mais. A intenção aí é egoísta, ou seja, casar com a intenção de receber. Com o desenrolar do casamento, um ou ambos, perde o interesse em continuar com a união, por o outro não atender às suas expectativas. Esse sentimento egoísta também ocorre nas relações de amizade, escola, trabalho e família. Ele é condicionado no seio da família, desde o nascimento, quando o filho, que é ajudado pelos pais, encara essa ajuda, como uma obrigação e não como um ato de bondade.
O filho não percebe que lhe é dado coisas sem que lhe fosse cobrado nada em troca, como a comida, a casa, as roupas, o carinho e a atenção. Essa doação nasce da bondade dos pais, com a intenção de não permitir o sofrimento do filho. Aí está o grande ensinamento da prática dos sentimentos virtuosos, dos Mestres (pais) para com os filhos. Havendo aprendizado da bondade verdadeira, semelhante à dos pais, os filhos praticariam desde cedo com os outros seres humanos. Mas, quando os filhos crescem, o que vemos é preponderar o sentimento egoísta direcionado aos outros, com aplicações de armadilhas emocionais da seguinte forma: “meus pais sempre me deram carinho, recebi tudo na mão, agora vou “capturar” um companheiro (a) para que ele (a) me dê as mesmas coisas. Mas, para convencê-lo (a), preciso demonstrar que tenho um corpo atraente, sou cuidadoso (a), sensual, bom companheiro (a), compreensivo (a), solidário (a), assim ele (a) ficará convencido (a) de minha bondade, permanecendo comigo, me servindo, semelhante a meus pais”.
Sendo assim, os descasados vão à luta, com as intenções egoístas camufladas, apresentando a falsa bondade, recheada de expectativas (retorno) silenciosas, propiciando um falso clima confortável e seguro dentro do relacionamento. Entretanto, a farsa não dura para sempre e a camuflagem cai, brotando o egoísmo, fonte dos conflitos.
Desta forma, para não nutrirmos o sentimento egoísta nos relacionamentos, devemos: dar e fazer sem olhar a quem; dar com uma mão sem que a outra veja; fazer e dar, seguindo adiante sem olhar para trás. Cada ser aprende a ajudar a todos os seres humanos, tratando-os como se fossem filhos, incluindo seus pais. O importante é dar e fazer, para que o outro não sofra, com uma intenção bondosa, sem expectativa de retorno. Sou grato por essa oportunidade. Por Ricardo Bandeira.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O corpo humano, o cubo de gelo e o pneu

A maioria dos seres humanos pensa que o corpo é a nossa última natureza e que temos apenas uma vida. No entanto, se investigarmos o corpo com sabedoria perceberemos que ele é frágil, se assemelha a uma bolha de água, é irrigado pela energia mental e apresenta marcas e defeitos não oriundos dessa vida.
Nossos corpos existem por acúmulo de água, energias externas condensadas (alimentos) e pela força do apego mental (sentimentos) de outras vidas. Essa força mental, de natureza eletromagnética, juntamente com o molde do corpo humano existente na mente, decorrente de várias vidas humanas anteriores, molda o corpo humano utilizando-se da água para enchê-lo. Assim, parte da nossa mente se condensa. Sem a água, os desejos de formação não são transmitidos e as partes do nosso corpo não recebem a formatação da mente. A água é que permite a transmissão das ondas eletromagnéticas levando as informações da mente a todas as partes do molde.
A condensação do cubo de gelo tem efeito semelhante ao crescimento do corpo humano. Colocamos água na forma de gelo e, diminuindo a temperatura, a água se condensa. Observe que o cubo de gelo continua sendo a água que estava em estado líquido anteriormente. Colocando um cubo de gelo em um copo de água percebemos a diferença entre a água líquida e o gelo. No entanto, os dois têm a mesma natureza (água) e estão apenas em estados físicos diferentes.
Quando o cubo de gelo perde a condensação, a água, que estava em estado sólido, se torna líquida e se mistura com a água do copo. A partir daí, não conseguimos mais separar a água, que era gelo, da água líquida que estava no copo. Elas se tornam uma coisa só. O envelhecimento do nosso corpo é semelhante ao cubo de gelo quando está se degelando. A perda da condensação corporal se dá durante a passagem do estado sólido para o estado energético. Quando a mente deixa o corpo, pára de irrigá-lo, ficando sua forma gravada na mente, vindo em seguida, a se misturar com o infinito mar energético. Assim, a mente volta a ter o contato pleno com a sua natureza primordial.
Contudo, por não perdemos o corpo de forma desapegada, somos arremessamos de retorno a condensar novo corpo, ficando presos à Roda da Vida na Terra. Com a fecundação, a mente condensa o novo corpo utilizando-se de energias já condensadas (alimentos) existentes no sangue da mãe. Juntando os tijolos (energia condensada) com a massa (água) e a liga (energia mental) formatando o novo corpo. Quando a mente entra em processo de formatar novo corpo, desencadeia-se o procedimento de preenchimento da fôrma humana, a qual se encontra na mente, semelhante ao enchimento de um pneu (fôrma). Esse preenchimento de energia mental leva aproximadamente 18 anos, aí o corpo está calibrado. Semelhante a um pneu depois de calibrado, o corpo começa a perder a energia mental, passando a murchar. Assim, dizemos que estamos envelhecendo, mas se bombearmos a energia mental outra vez, nos apegando ao corpo, vamos mantê-lo cheio e o envelhecimento cessa ou diminui drasticamente. Portanto o corpo é apenas energia condensada formatada pela mente.
Obs.: A mente é pura energia; o corpo é uma parte da mente; a mente irriga todo o corpo. O cérebro não é a mente. É apenas o decodificador das ondas eletromagnéticas, com a finalidade de exercer as funções humanas. Sou grato por esta oportunidade. Por Ricardo Bandeira.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Ramatis

"O homem conseguiu pousar na Lua, distante milhares de quilômetros de sua moradia, mas ainda não conseguiu penetrar um centímetro dentro de sua própria alma".

Felicidade Terrena é Êxtase do Sofrimento

Convido você a perceber que a nossa existência na terra é lastreada pelo sofrimento. Existir é sofrer. Sofremos para ter comida, emprego, companheiro, amigos, filhos, bens materiais. Sofremos para nos protegermos do frio, do calor, da dor, da solidão, das doenças e muitos outros. O caminho para atingir esses objetivos é de luta, apreensão, sofrimento e desgaste. Mesmo ficando parado, não fazendo nada, você sofreria de fome, frio, calor, doenças e solidão. Batalhando ou parado você sofre.
Muitas pessoas, condicionadas ao caminho do sofrimento, afirmam que temos que lutar, batalhar para vencer. Se for rico, você sofre para manter a riqueza e protegê-la dos gananciosos e invejosos. Se for pobre, você sofre para ter o que as outras pessoas têm. Sofremos para alcançar e manter todos os nossos objetivos. Nesse caminho, as pessoas afirmam ter felicidade quando atingem seus objetivos. Contudo, a sensação que permeia, após alcançá-los, é de alívio. O alívio de não precisar mais sofrer, lutar, batalhar, é o êxtase do sofrimento, o qual as pessoas confundem com felicidade. Por esse motivo inconsciente, as pessoas dizem que ninguém é feliz o tempo todo. Pense nisso.
Uma dica: Quanto mais criarmos objetivos, mais sofreremos para atingi-los e mantê-los. Portanto, nem muito, nem tão pouco. Siga o caminho do meio. Sou grato por essa oportunidade. Ricardo Bandeira.

sábado, 26 de maio de 2007

Republicação: Os Óculos das Emoções

Imagine você enxergar o mundo através das lentes dos óculos das emoções. O objeto “real” nos ajuda a enxergar melhor. Mas com lentes emocionais eles nem sempre se comportam assim. Pense que as lentes desses óculos imaginários estão repletas de emoções construtivas e destrutivas. Vamos nos ater às destrutivas.
Quando sua visão ultrapassa as lentes manchadas de emoções destrutivas, ela só interpretará os fatos e as coisas no mundo externo, de forma destrutiva. Consideremos agora, que uma das emoções destrutivas dessas lentes é o medo de ficar só. Ao nos relacionarmos com uma outra pessoa, a qual desejamos tê-la como companheira, sob a influência do medo de ficar só, sempre iremos achar que ela poderá nos deixar. Dessa forma, o medo fará com que tomemos atitudes no sentido de não perdê-la.
As pessoas procuram viver sempre muito próximas de seus companheiros, participando de suas vidas, procurando serem íntimas, ajudando-os de uma forma desenfreada e sempre lembrando que os ajuda e os servem. Esse mecanismo, de fazer e lembrar, é desencadeado pela pessoa, como proteção para não ser abandonada ou, como falamos acima, para não ficar só. Daí emana uma série de sentimentos que se somam a esse medo. O ciúme é um deles. Quantas vezes vemos propagar que é bom ter ciúme ou uma pitadinha dele. No entanto, o exercício desse sentimento, nada mais é, do que o fortalecimento do medo. Quando o alimentamos estamos manchando cada vez mais as lentes dos óculos das emoções.
Posso também citar outra manifestação comportamental derivada desse medo, a possessividade. Querer para si, com o fito de ser somente seu e acompanhá-lo pelo resto da vida, prometendo ser feliz para sempre, retrata a intenção emocional em evidência. Através das emoções destrutivas, que colocamos nas lentes, enxergamos e interpretamos o mundo. Por isso que, cada cabeça é um mundo.
Sendo assim, o que enxergamos, pensando ser um comportamento normal, deixa de sê-lo, quando percebemos que nossa real intenção está baseada nas emoções destrutivas, no intuito de nos protegermos das nossas fraquezas emocionais. Interpretar erroneamente as nossas emoções nos leva ao caminho do sofrimento.
Agora que imaginaram os óculos e suas lentes, tenham a correta visão. As lentes e suas sujeiras são as nossas mentes contaminadas pelas emoções destrutivas de raiva, ódio, ciúme, possessividade, medo, insegurança e por ai vai. Essas emoções já destruíram muitos relacionamentos. Vocês vão querer destruir os seus? Então limpe suas lentes ou, quero dizer, limpe suas mentes. Sou grato por esta oportunidade. Por Ricardo Bandeira.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Veja em links interessantes dessa página.

Reportagem do Jornal A Capital, de Lisboa, sobre brasileira que vive apenas estimulada pela energia solar, sem beber e sem comer.

domingo, 15 de abril de 2007

Do livro "Francisco de Assis", psicografado por João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez

Reflita

"Não devemos temer os acontecimentos indesejáveis de que o mundo está cheio, porque cada criatura vive no mundo que criou para si mesmo. (...) Se porventura vier o mal à tua procura, é porque ainda existe o mal dentro de ti, e a ti compete extirpá-lo, para que ele tome outro caminho".

Meditação: Sente-se... acalme-se (1ª etapa)

Mesmo que tenhamos certa idade corporal continuamos com a mente agitada desde quando nascemos. Mudamos apenas de brinquedos. Portanto, idade não é sinônimo de maturidade emocional. Precisamos, continuamente, corrigir nossas emoções. O melhor instrumento para ajudar em uma melhora emocional é a meditação.
Meditação é um método de investigação intencional das nossas emoções, usando a imaginação e a capacidade de raciocínio para que surjam pensamos capazes de mudar nosso estado mental tornando-o sereno, tranqüilo e concentrado. Desta forma conseguiremos ter sentimentos especiais que favorecerão a permanência em um estado mental auspicioso e transformador.
Para o iniciante em meditação, a escolha do método requer uma mudança na forma de se relacionar com o mundo. É importante lembrar que a pessoa cria ciclos de amizades baseados em experiências de vida decorrentes das emoções que brotaram e ainda brotam de suas sementes emocionais. Quando percebe que o estilo de vida está dando resultados não satisfatórios e busca soluções para melhorar, então é porque a forma de agir com os sentimentos não está correta. Assim sendo, aquele que busca a meditação como um método para melhorar seu estado mental, tem que está ciente de que também tem que mudar a forma como lida e gera suas emoções. Quem gera raiva, vingança, ciúme e outros sentimentos destrutivos, deve, através da meditação, analisar corretamente que, as ações baseadas nesses sentimentos, só lhe trazem resultados negativos. Portanto, meditação é o mais eficaz instrumento de mudança emocional intencional. Caso não haja uma vontade de permear sua mente de sentimentos mais construtivos, certamente ela continuará em conflito, mantendo vivos os sentimentos conflituosos que sempre a irrigou.
Outro fator a ser observado é que, com a melhora dos sentimentos através da meditação, seu mundo exterior se modificará. Os resultados das análises dos seus sentimentos, durante o método, lhe trarão uma nova postura em relação à convivência com as outras pessoas e com o meio ambiente, modificando sua vibração energética mental e fazendo com que se afaste naturalmente das mentes negativas e se aproxime das mentes mais positivas. No campo prático, seus ciclos de amizades se modificarão, bem como, as relações familiares. Isso quer dizer que o praticante deve estar preparado para aceitar essas mudanças e vê-las como benéficas, estando aberto ao desapego às pessoas e coisas. Quero dizer que, ao serenar seus sentimentos destrutivos e modificá-los para construtivos, seus desejos também se modificarão, já que, os que existiam, foram criados sobre a base de sentimentos conflituosos. Seu mundo externo se modificará.
A meditação não deve ser feita por modismo e sim por uma determinação firme de mudança interior ensejando uma nova percepção emocional acerca de você mesmo e da vida. Ocorrerão cisões interiores em conceitos outrora padronizados, quer tenha sido no meio familiar ou na sociedade.
Visto isto, o praticante da meditação, deve inserir no seu dia-a-dia essa prática, sempre limitando seu tempo de exercício, ao início do incomodo físico e emocional. Não se preocupe com o tempo de prática. Se preocupe com a qualidade dela. Inicialmente, deve se aquietar, sentado em uma cadeira com a coluna ereta, em um local aprazível, confortável e silencioso, feche os olhos, faça respiração abdominal sempre em busca de diminuir seu ritmo e notará que, a televisão da sua mente não foi desligada. Pensamentos continuarão a surgir. Nesse momento, deve apenas observar e deixar passar os pensamentos que aparecem, não interagindo com eles (diálogo mental). Sem esforço e sem interação, os pensamentos começarão a desaparecer, como a chama de uma vela, quando está se apagando. O praticante chegará ao ponto de não perceber mais pensamentos. Este estado já é um grande avanço, com enorme ganho para a pratica meditativa. Sua energia mental fluirá pelo seu corpo, límpida, desobstruída de pensamentos, melhorando significativamente a sua saúde. O sono e o cansaço diminuirão. A ansiedade desaparecerá. Sentirá seu corpo vívido e potente.
Se chegar a esse ponto, já conseguiu um grande avanço, com mudanças reais em sua vida. Vou ficar por aqui e aguardar que os iniciantes consigam chegar a essa etapa, para depois, partirmos para a próxima com o uso de um objeto virtuoso.
Pratique. Serene sua mente. Todos podem e todos conseguem, basta tomar a decisão firme de se transformar. Tudo está em constante mudança. Mude para melhor. Sou grato por esta oportunidade. Por Ricardo Bandeira.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

A compaixão é um poder. Cultive-a.


Tenzin Gyatso, o Dalai Lama, monge e doutor em filosofia budista, Prêmio Nobel da Paz, agraciado com mais de 100 títulos honoris causa, líder e mentor do povo tibetano, 14º Dalai Lama, é uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, o diálogo e a compaixão no cenário mundial contemporâneo.
Pesquisador infatigável, abriu as portas para o encontro da ciência com a espiritualidade quando, em 1987, reuniu-se durante uma semana com cinco cientistas ocidentais para debater a proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas. A partir dali criaram-se centros e fóruns internacionais onde a experiências espiritual é estudada e acolhida como aspiração genuína de um saber que revela novos espaços de consciência e expressão.
Cidadão planetário, manifesta especial interesse pelas pontes, articulações, sinapses, desafiando ortodoxias que retardam o exercício da vocação humana para o cuidado mútuo, a convivialidade e a cooperação. Nesse sentido apela para que cada um de nós aprenda a trabalhar em benefício não só de si próprio sua família ou nação, mas em prol da humanidade como um todo.
A responsabilidade é a chave para a sobrevivência do humano e é a melhor garantia para implementar os valores universais e a paz.

Krisnamurti

Reflita

"Ignorante não é aquele sem instrução; é aquele que não conhece a si próprio".

Republicação: Como ser feliz


Perguntamos muito para as outras pessoas se elas são felizes. Perguntamos também para nós mesmos. Mas a verdadeira pergunta é: O que é felicidade? Que parâmetros seguimos para afirmar que somos ou não felizes? Será que felicidade é ter saúde, família, carro, casa, companheiro, filhos, ou não ter nada disso, ou apenas parte disso. Penso que, primeiro temos que refletir, porque temos esses pensamentos de referência. Tudo que existe na nossa mente é captado do mundo exterior. Então vejamos. Quando nascemos não sabemos falar, não sabemos andar, não sabemos comer sozinhos etc. Como aprendemos? O meio no qual estamos inseridos é que nos oferece os estímulos, despertando as emoções hibernadas de igual vibração. Então, dessa forma, passamos a registrar na nossa mente o que nos é oferecido.
Portanto, ao longo de muitos anos de vida, registramos imagens, sons, sensações, as quais burilamos com os nossos sentimentos e, dessa forma, os estímulos externos são aproveitados ou descartados, identificando-se com os registros mentais (emoções), desde quando nascemos. Mas todos nascem com as mesmas vibrações emocionais? Existem crianças que nascem super tranqüilas e outras agitadas? Existem crianças que demonstram, por exemplo, a emoção raiva, mais forte do que as outras? A resposta é sim. Percebemos que ao nascermos somos todos diferentes, em comportamento e fisicamente, nem os gêmeos são iguais. Mas apesar de sermos diferentes, a sociedade nos impõe padrões comportamentais para vivermos em grupo. As leis, normas, costumes, cultura e muitas regras, nos fazem, desde pequenos, seguir nos trilhos. Quando saímos deles, somos punidos no intuito de corrigir a resposta dada, enquadrando-nos aos padrões da sociedade.Nessa pequena análise podemos pensar.
Então, o que sou hoje é fruto das minhas escolhas emocionais, limitadas pelas normas de convívio grupal, fazendo escolhas válidas no grande supermercado da vida, para ser aceito no grupo. Sou então, uma miscelânea de conceitos formatados também por outras mentes, as quais existiam antes de mim. Mas porque faço essa pequena abordagem? Pelo simples fato de mostrar a você, que a forma como age com os seus sentimentos, está contaminada por exigências e imposições do mundo exterior, formatando um “eu” atuante.
A luta do que deve fazer para se enquadrar e, o que gostaria de realmente ser e fazer, é que gera um sentimento de insatisfação, conhecido como infelicidade. Então, a felicidade seria um estado emocional de realizações das nossas verdadeiras emoções. Quando agimos assim, nos sentimos realizados e, conseqüentemente, nos intitulamos de felizes. Contudo, não adianta também pensarmos que podemos dar margem a todas as nossas emoções.
Muitas emoções têm origem no sentimento egoísta. Temos que saber o que nos faz bem realmente, pensando sempre em não gerar sofrimento para nós e nem para o próximo. Aí está o grande despertar. Primeiro temos que conhecer a nós mesmos, nossas emoções construtivas e destrutivas, nossas potencialidades, nossas capacidades, o que realmente desejamos da vida, quais são nossos propósitos.
Essa viagem pela mente, focando a auto-descoberta, gera um gostar por nós mesmos, e assim, encontraremos o sentimento de amor. Aprendemos a amar a partir da reflexão interior, não fazendo nada que gere sofrimento para nós. Em seguida, conseguiremos amar o próximo, sem gerar sofrimento para eles, tratando-os da mesma forma como nós nos tratamos.
Com base nas emoções construtivas pensamos: “Se for bom para mim, será bom para o próximo".
Sou grato por esta oportunidade. Um excelente dia para você. Por Ricardo Bandeira.